A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/08/2020

Na década de 1980, o Brasil viu uma juventude se erguer diante do regime militar e lutar por maior participação política. Esse combate ficou conhecido como “Diretas já”, que, apesar de não ter atingido o seu principal objetivo no período, se tornou um marco da nossa recente democracia. Mesmo com o papel crucial da faixa etária para as transformações político-sociais, a juventude contemporânea é indiferente. A má reputação, em relação aos anos políticos e intensificação da desvalorização da cidadania, são as principais causas da apatia.

Primeiramente, é importante destacar que a falta de credibilidade na política é um fenômeno global. No Brasil, destacando-se os inúmeros casos de corrupção, os momentos de crise em várias esferas da sociedade apontam por uma falta do modelo tradicional de participação política. Conforme a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), houve uma redução no número de adolescentes, entre 16 e 18 anos, que votam sem estarem na faixa da obrigatoriedade. Essa pouca participação, em longo prazo, resultará em uma maior consolidação da crise política, econômica e social, como à ameaça da própria cidadania.

Outro ponto essencial, é a falta de acesso a uma educação de qualidade que valorize os conceitos ligados à participação social e à cidadania. Na Grécia Antiga, considerada como politicamente importante para a construção de um Estado, existia uma escola influenciada pelo filósofo Aristóteles, que era peripatética, e estudava a política como um saber prático e fundamental. Assim, em um Estado Democrático de Direito, ou jovem deve entender seu destaque, não que se refira a conquistar ou bem comum.

É evidente, portanto, que os jovens têm papel fundamental na construção nacional. Cabe ao Ministério da Educação incentivar as escolas públicas e privadas, a abordar a questão política para o bom senso. Mostrar, através das aulas de história e sociologia, uma história da participação juvenil nos principais eventos nacionais. Associado ao isso, coloque todos com prática na prática com a formação de representantes e grupos de alunos. Ademais, os alunos têm obrigação de exercer sua cidadania no ambiente escolar e, consequentemente, garantir uma educação melhor.