A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/09/2020

Repressão, tiros de borracha, gás de pimenta, continuidade da corrupção. Diversas são as dificuldades enfrentadas pelos jovens que participam ativamente da política no Brasil contemporâneo. Nesse cenário, seja pela forte repressão seja pela desilusão a respeito de mudanças o interesse desse grupo pela política diminui, portanto é necessário que intervenções sejam feitas.

Em primeiro plano, a repressão de um governo autoritário corrobora a diminuição de jovens que participam de manifestações de rua. Isso porque, é conhecido que grande parte dos protestos ocorridos no país foi enfrentada de forma agressiva pelas forças policiais. Nessa ótica, os protestos de junho de 2013 assim como os protestos dos tempos da ditadura tiveram como resultados jovens feridos. Dessa forma, é evidente que a agressão física e psicológica sofrida pelos jovens fazem com que estes se desinteressem por participar da política.

Ademais, é fato que os problemas sociais estão enraizados na história do país e isso leva a desilusão dos jovens, eles se sentem incapazes de promover mudanças e apenas aceitam o contexto. Ou seja, de acordo com o filósofo Nietzsche os jovens do Brasil hodierno poderiam ser classificados como “Nilistas reativos”, identificam o mundo imperfeito mas se adaptam para viver neste, sem destruir nem construir valores. Desse modo, é perceptível a descrença da juventude sobre sua capacidade de lutar por mudanças e consegui-las.

Portanto, para que a participação política de jovens no Brasil contemporâneo não seja prejudicada, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, por meio do redirecionamento de verbas, a criação de um canal de atendimento 24h de denúncia por telefone, em que jovens em situação de perigo durante protestos possam ligar para denunciar a violência, estes devem ser rapidamente atendidos. Além disso, cabe ao Ministério da educação, por meio da mudança da grade curricular, inserir disciplinas como filosofia e sociologia no ensino fundamental, com a finalidade de instigar o pensamento crítico dos indivíduos sobre a política já na adolescência, para que quando jovens estes não se sintam incapazes de promover mudanças. Assim, será possível que jovens do futuro sejam “Nilistas ativos” - identificam o mundo imperfeito e agem para mudá-lo.