A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/09/2020
Na década em 80, o Brasil vivia diante uma ditadura. Desde modo, o movimento Diretas Já foi um movimento político de cunho popular que tinha como objetivo a retomada das eleições diretas no país. Percebemos então, a preocupação e participação ativa daquela geração na participação da política por intermédio do voto. Não obstante, nos dias de hoje a realidade não parece mútua. Entretanto, o momento atual do fraco engajamento político do jovem se dá pelo fato da falta de motivação na inserção do jovem neste contexto, como também as novidades contemporâneas, como a internet.
Em primeiro lugar, o problema é estabelecer um diálogo com o jovem. Este que está desiludido com a corrupção e com os velhos e hipócritas costumes políticos. Isto então indica uma carência no modelo de participação política. Segundo dados Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de eleitores entre 16 e 17 anos nas eleições de 2018 caiu, comparado à de 2014. O número caiu 14,53%, ou seja, em 2014 eram 1.368.751 e no ano de 2018 foram 1.400.617. Logo, com a maior introdução do jovem a esse meio, ele perceberá que é um instrumento imprescindível para construção democrática, e também perceberá a importância de participar e acompanhar processos de interesse público.
Em segundo plano, o jovem sempre estabeleceu outras prioridades. Entre elas, sua vaga no mercado do trabalho e a moldura de seu futuro. Desde modo, a política sempre ficou em terceiro plano. Todavia, o surgimento da internet gerou transformações no modo em que se tratou a política nos últimos anos. Com o avanço das mídias digitais e das redes sociais, as discussões nas redes cibernéticas se tornaram mais frequentes. Desta forma, o jovem, mais integrado neste meio, se anexa na discussão a fim de defender o ponto de vista. Evidencia-se por consequência uma participação ativa, não apenas criticando, mas oferecendo soluções viáveis e propostas realistas para o desenvolvimento do nosso país.
Portanto, se torna essencial a incorporação do jovem no âmbito político para um avanço social em conjunto. O assunto não deve apenas se encaixar nas redes sociais, e sim ser pautadas por meio de discussões com as próprias famílias, racionalmente, respeitando as diferenças. O Ministério da Educação (MEC), juntamente com as escolas de ensino fundamental devem promover palestras cujo objetivo seja ensinar o funcionamento administrativo da vida política do país, integrando assim o jovem ao meio político enquanto cidadãos. Assim, em um futuro prospero, podemos contribuir para um gradativo aumento dos jovens nesse meio, dessarte gerando uma igualdade entre todos aqueles que contribuem para o crescimento do país.