A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/09/2020
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos acima dos 18 anos o direito ao voto. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que há uma participação limitada da população jovem. Esse cenário nefasto ocorre não só pela falta de informação , mas também pelo comodismo dessa geração. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro lugar, também cumpre ressaltar que a falta de estrutura educacional é uma das razões pela qual o problema persiste. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isso quer dizer que a educação é pilar indispensável na base de formação da sociedade, pois ela tem poder de trazer conhecimento e reflexão necessária para os jovens participarem de forma ativa e consciente na política do país. O papel da educação na sociedade não se limita a esfera educacional, mas também tem papel primordial na formação cidadã e política de cada indivíduo.
verifica-se que a falta de consciência social é fator pontual para a continuidade do problema. Nessa lógica, o filósofo, Karl Marx, teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratando da participação política consciente dos jovens, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como a Escola ou os meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais.