A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/09/2020
No ano de 1980,o Brasil viu uma juventude se levantar diante do regime militar e lutar pela sua participação na política. Esse ato ficou conhecido como “Diretas já”, mesmo não alcançando o seu objetivo na época, esse ato ficou marcado na democracia brasileira.
É importante ressaltar que a falta de qualidade aos políticos é um fenômeno mundial. No Brasil, destacando os inúmeros casos de corrupções, o momento de crise em diversas áreas da sociedade aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política. Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), há uma diminuição da quantidade de adolescentes ,entre 16 e 18 anos, que votam sem estarem na faixa da obrigatoriedade. Essa falta de incisão na sociedade, a longo prazo, resultará em uma maior consolidação de crise política, social e econômica, bem como à ameaça da própria cidadania.
Outra questão relevante é a falta de acesso a uma educação de qualidade que valorize os conceitos ligados à cidadania e participação social. O filósofo Aristóteles estudava a política como um saber prático e fundamental . Assim, em um Estado Democrático de Direito, o jovem deve compreender o seu papel no que se refere a conquistar o bem comum.
É evidente,que o jovem tem um papel fundamental na construção nacional. Cabe ao Ministério da Educação, incentivar escolas públicas e privadas , a fazerem uma abordagem da questão política fora do senso comum. Mostrar, por meio de aulas de história e sociologia, um histórico da participação da juventude em grandes eventos nacionais . Enquanto a isso, colocar todo conhecimento em prática com a formação de representantes e grêmios estudantis. Assim, os alunos terão a oportunidade de praticarem sua cidadania dentro do âmbito escolar e , por consequência, garantir uma melhor formação cidadã.