A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/09/2020

Cidadania –uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa –quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é a falta de participação juvenil na política, pois o jovem é impedido de usufruir dos seus direitos. Assim, seja pela falta de estrutura educacional, seja pela consciência social insuficiente, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, destaca-se que a estrutura educacional falha é uma das razões pela qual o problema persiste. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isso quer dizer que a educação é pilar indispensável na base de formação da sociedade, pois ela tem o  poder de trazer conhecimento e reflexão necessária para que jovens participem de forma ativa e consciente na política brasileira. Não limitando-se à esfera educacional tradicional, sendo primordial para o crescimento ideológico de cada indivíduo.

Em segundo plano, vale ressaltar que a falta de consciência social é fator pontual para a continuidade do problema. Nessa lógica, o filósofo, Karl Marx, teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação do cidadão nas sociedades. Tratando-se da participação política consciente dos jovens, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como colégios ou meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais.

Portanto, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio–educativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a consciência social sobre a participação juvenil na vida política. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Para que enfim, poder-se-á transformar o Brasil em um país informado.