A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/09/2020
Em um Brasil contemporâneo, no geral a juvenil tem participado pouco de maneira física na política, o oposto do que ocorria na década de 80 como, por exemplo, no movimento das Diretas Já e dos Caras Pintadas, onde era reivindicado o direito das eleições diretas, Porém com o avanço tecnológico muitos dos jovens entraram de modo ativo na política, mas de forma online, a partir da internet, meio esse bastante popular atualmente.
Primordialmente, através de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra-se uma menor participação de adolescentes entre 16 e 17 anos nas eleições de 2018, esses os quais possuem o direito de voto de forma facultativa, ou seja, não obrigatória. Portanto, pode ser captado um desinteresse político por parte da juventude atual, entretanto essa não é a conclusão mais correta, tendo em vista que, o país em questão tem passado por inúmeras crises e delato de corrupção, levando os cidadãos mais novos à falta de crença em seus representantes governamentais.
Outrossim, diferencialmente das décadas passadas, onde os únicos meios de formação social do indivíduo era a família e logo após a escola, a atualidade trouxe uma ressignificação dessas formas, destarte a maneira de expressar engajamento na sociedade política contemporânea, tais como, os meios de comunicação, dentre esse a televisão e o acesso facilitado à internet, assim abrindo um novo campo de informação e conhecimento, inclusive político, desse modo demonstra-se formas alternativas de expressão, não só física, determinada como manifestações populares nas ruas como, por exemplo, ocorrido em 2013, fato esse relativamente recente, deixando claro que a juventude começa a compreender a importância dos movimentos políticos, contudo sem deixar de lado sua participação em mídias sociais.
A partir das informações expostas anteriormente, é possível propor inúmeras intervenções, no entanto uma proposta é introduzir na base curricular do novo ensino médio, não só exclusivamente na área de ciências humanas, porém de forma geral, conteúdos, mas também debates e palestras tratando o assunto inteiramente, ou seja, não apenas a história da política brasileira, contudo sim a política como algo presente no cotidiano do aluno. Esta ação pode gerenciada pelo Ministério da Educação (MEC), com o objetivo de envolver os jovens no universo político, além do voto e de sua importância e a atribuição de conhecimentos éticos para se conviver em uma sociedade totalmente ligada ao governo, como a atual. Dessa forma, gerando uma participação interina do jovem na política em um Brasil contemporâneo.