A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/09/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a participação dos jovens na política torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem.Nessa perspectiva, seja pelo consumismo, seja pela ignorância, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, verifica-se que a falta de consciência social é um fator pontual para a continuidade do problema. Nessa lógica, o filósofo, Karl Marx, teceu diversas críticas em suas obras sobre a atuação governamental em relação à educação cidadã nas sociedades. Em se tratando da participação política consciente dos jovens, é possível perceber que as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado brasileiro não promove a conscientização social em nenhuma de suas instâncias, como a Escola ou os meios de comunicação, ferindo, assim, a cidadania e as garantias constitucionais.
Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio–educativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social sobre a participação juvenil na política. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.