A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 04/09/2020

É comum ouvir que o Brasil precisa promover uma ampla renovação política. A premissa sobre a qual se apoia esta meta é a de que convivemos com velhos costumes e métodos, alguns deles datados dos tempos iniciais da colonização. Ocorre que nenhuma transformação, para obter níveis razoáveis de institucionalização, pode ser realizada em um pequeno espaço de tempo. Portanto, para que o processo político brasileiro comece a receber oxigênio, é necessário que plantemos as sementes. Precisamos olhar com mais atenção para o papel do jovem na sociedade.

Para termos ideia da importância deles, basta atentarmos para o fato de que, nas eleições de outubro deste ano, os brasileiros entre 16 e 24 anos formarão um contingente de mais de 5 milhões eleitores. Esse universo se encontra muito afastado da vida política do país, escândalos, descalabros administrativos, máquinas burocráticas emperradas, partidos sem identificação popular constituem, entre outros, fatores que afastam os jovens do processo político.

Na ausência de projeto ético e de uma sinalização comprometida com mudanças, os jovens acabam destinando sua atenção para outras prioridades. Levados pela atração dos bens materiais e do consumismo, começaram a ver a política como algo fútil. Assim, segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação , a diminuição de 47% da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais uma prova disso.

Portanto, se conseguirmos conferir à Escola o seu papel de agente de transformação social, estaremos forjando a mudança política que o país tanto precisa. Com a participação dos jovens nas redes sociais, uma possibilidade é coletar suas ideias digitalmente, e depois reuni-los com políticos de carne e osso para colocar em prática.