A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/09/2020
A Constituição brasileira de 1988 assegura aos jovens o direito ao voto. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que há uma participação limitada da população juvenil. Esse cenário nefasto ocorre não só pela falta de incentivo, mas também pela falta de esperança por parte dos mais novos. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro plano, sabe-se que poucas escolas e famílias buscam estimular o jovem a participar da política. Logo, pouquíssimos sabem da importância que eles têm para o país, e por isso, o adolescente não busca se envolver em manifestações, e nem procura outras formas de se envolver, resultando na falta de interesse no assunto. Por muitos, o voto ainda é visto apenas como obrigação, fazendo com que votem em qualquer candidato, sem se informar antes.
Ademais, o Brasil teve, e ainda tem, muitos escândalos envolvendo corrupção. Com isso, os jovens criam um sentimento de pessimismo em relação a situação do país, já que diante de tantos problemas eles não se veem como parte da solução. A imagem passada pela atual classe política brasileira não inspira a confiança e a credibilidade necessárias para atrair a juventude brasileira para o debate político que decide os rumos do Brasil.
Portanto, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio–educativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social sobre a participação juvenil na política. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa se interessar sobre o assunto e que o problema seja minimizado.