A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 06/09/2020
Na sociedade contemporânea, comenta-se com frequência a respeito da participação dos jovens na política do Brasil que estão cada vez mais implicados com os assuntos que acarretam em consequências para toda malha social, graças ao uso massivo da internet, seja pelas redes sociais ou por aplicativos de mensagens instantâneas.
Nas manifestações populares que ocorreram no Brasil, uma grande quantidade de participantes era de jovens. Um exemplo de grande destaque na participação da juventude na política foi em 1992 com o movimento “Caras Pintadas” que teve como objetivo principal o impeachment do presidente da época Fernando Collor de Mello.
Todavia, na sociedade moderna, a juventude mostra-se escassa de ideais, especialmente, no momento de crise de diversas condições da sociedade, que aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política jovem. Por conseguinte, segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a redução de 47% da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são encarregados é apenas mais uma prova disso. Entretanto, essa questão é cultural, fomentada pela ausência de políticas públicas mais engajadas para mostrar à juventude a importância do voto para a democracia do Brasil.
Em virtude dos fatos mencionados, para que haja a construção de uma democracia mais sólida é de extrema importância a participação jovem na política do Brasil. Dessa forma o Ministério da Educação em parceria com as escolas, deve promover a capacitação dos professores, por meio de cursos relacionados à política, para que eles estejam aptos para ministrar aulas e debates acerca de tais assuntos em sala de aula. Além disso, cabe às ONGs criar projetos sociais, por intermédio de palestras e debates com especialistas e familiares, na esfera pública, visando mostrar que a democracia participativa só pode ser construída com a atuação consciente de todos.