A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/09/2020
Na década de 80, o Brasil viu uma geração que cresceu em meio à ditadura se levantar e lutar pelo direito de participar politicamente na vida do país por meio do voto. Esse movimento viria a ser conhecido como “Diretas já”,apesar de não ter atingido seu objetivo principal , tornou-se um marco da nossa ainda recente democracia. Alguns, contudo, dizem que, pela forma como os jovens do século aparentemente tratam o voto, foi uma batalha em vão. O questionamento que se faz hoje é se eles realmente não se importam com a política ou se estão recriando o modo de fazê-la.
Segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diminuição da quantidade de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam enquanto não são obrigados é apenas mais uma prova, de , que No Brasil, em especial, o momento de crise em diversas esferas da sociedade aponta para uma falência do modelo tradicional de participação política.
Essa questão, porém, é cultural: fomentada dentro de casa, com famílias que preferem ignorar o assunto a ter discussões críticas sobre o tema, e na escola, que valoriza muito o conteúdo, mas pouco prepara o aluno para a realidade do “ser cidadão”. ser cidadão”. Entretanto, é preciso levar em consideração que ser um sujeito ativo politicamente não se restringe a votar. Na verdade, é fazer valer a sua voz dentro do Estado Democrático de Direito.
Dessa forma, é preciso fomentar o debate e tirá-lo apenas das redes sociais e universidades, política é assunto de família e deve ser tratado de maneira saudável, respeitando as diferenças. É de extrema relevância, também, que se ensine na escola como funciona e a importância de participar, enquanto cidadão, da vida política do país, com discussões, palestras e até eleições internas, Contudo, ainda há muito a ser feito para que esse engajamento e essa energia sejam aproveitados em prol da nação.