A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/09/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a inclusão dos jovens na política torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pela ausência de políticas públicas e de uma educação mais expansiva e critica, seja pela falta de incentivos aos jovens de ingressarem na vida política do país, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente .
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de estrutura educacional é uma das razões pela qual o problema persiste. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isso quer dizer que a educação é pilar indispensável na base de formação da sociedade, pois ela tem poder de trazer conhecimento e reflexão necessária para os jovens participarem de forma ativa e consciente na política do país. O papel da educação na sociedade não se limita a esfera educacional, mas também tem papel primordial na formação cidadã e política de cada indivíduo.
Em segundo plano, os jovens precisam ser motivados, com bons exemplos, com histórias de decência, com valores e princípios éticos. Hoje, o país respira política por todos os lados. Os candidatos expõem seus pontos de vista e seus programas. Não existe melhor momento que este para que os jovens possam fazer a sua avaliação e tomar as suas decisões. E os candidatos, por sua vez, hão de considerar os mesmos em seu repertório, transmitindo ideias e propostas que possam envolver seu interesse.Com isso, se a sociedade desconhece o problema, a probabilidade de não haver resolução e agravamento dessa situação é muito maior.
Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio– educativo, com oficinas, palestras e debates, para promover a conscientização social sobre a participação juvenil na política. Tais eventos devem ter alcance nacional, inclusive pela internet, com transmissões ao vivo, por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tema. Espera-se, dessa forma, que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.