A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao sufrágio universal e ao bem-estar social. Todavia, vê-se que o cenário brasileiro acerca da participação política do jovem, motivado pela corrupção política e, também, pelo desinteresse político representa um impasse persistente no aspecto atual do mundo, impossibilitando a uma parcela da população à democracia imparcial. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
É notório, em primeiro lugar, que a Constituição de 1988 prevê, como garantia fundamental, o direito ao voto. No entanto, a política brasileira é apoiada em métodos antigos com mínimas mudanças desde o Brasil colônia, como o voto do cabresto que, apesar de ser um método antigo e antiético para se ganhar votos, ainda é uma realidade vivência no país, principalmente dentro de favelas e em cidades do interior. Isso deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que diz respeito à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências, havendo assim um incentivo ineficaz a participação eleitoral baseada em princípios éticos. Desse modo, faz-se de suma importância a reformulação dessa postura estatal.
Por conseguinte, vale ressaltar a falta de interesse dos jovens em assuntos e debates políticos. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto no qual está inserido. Seguindo essa linha de raciocínio, os jovens possuem como verdade a crença em que todos os candidatos são igualmente corruptos e, infelizmente, as razões são plausíveis, uma vez que escândalos políticos envolvendo fraudes econômicas se tornaram parte do dia a dia da população. Tudo isso acaba por afastar uma parcela significativa de eleitores da participação popular na administração pública. Evidencia-se, portanto, a dificuldade de se engajar jovens à participação política consciente.
É imprescindível, portanto, a tomada de medidas para promover a plena participação dos jovens brasileiros na política. Dessarte, cabe ao Tribunal de Contas da União direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será investido na adesão à grade curricular a matéria de política e ética, mediante a utilização de dinheiro público investido na educação, com o objetivo de promover a formação de indivíduos morais mais engajados no meio político. Outrossim, o Governo deve trabalhar com transparência perante a sociedade, de forma a cumprir integralmente a Lei Anticorrupção. Desse modo, assegurar-se-á o direito ao sufrágio universal previsto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.