A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 06/09/2020

É de conhecimento geral que na sociedade contemporânea brasileira a participação dos jovens na política do país demonstra ser de grande relevância para a manutenção da democracia. Isso se deve, principalmente, ao fato do jovem ser considerado como um elemento de renovação dos ideais políticos. Porém, o fato de haver a privação de políticas públicas e de uma educação mais abundante e reflexiva impede que haja a integração desses jovens na política, torna-se importante a tomada de novas medidas por meio dos órgãos governamentais e sociais que buscam alterar esse cenário político atual.

Correspondente a essa ideia, pode-se mencionar, na década de 80, o período ditatorial brasileiro em que a população jovem pelejou pela aquisição do direito de atuar na política do país, através de movimentos sociais como “Diretas Já”, tornando-se uma referência para a luta pelos direitos sociais e políticos. Entretanto, apesar disso, na sociedade contemporânea, a juventude vem se mostrando escassa de ideais, principalmente, no momento que o país enfrenta crises em diversos âmbitos da sociedade, indicando um colapso na representação da participação jovem. Dessa maneira, segundo dados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a diminuição de adolescentes entre 16 e 18 anos que não votam por não serem obrigados vem aumentando nos últimos anos, assim, comprovando os fatos abordados. Contudo, essa questão cultural é consequência da ausência de políticas públicas envolvidas na causa da atuação da juventude na política e a importância do voto para a democracia.

Além disso, convém lembrar que uma educação abundante e crítica tem como principal finalidade auxiliar na formação de jovens para serem cidadãos conhecedores de seus deveres e direitos políticos e sociais, visto que, uma população ativa politicamente não se restringe no ato de votar e sim, no posicionamento diante do contexto político presente no país. Dessa forma, vale ressaltar a frase dita por Paulo Freire, filósofo e educador brasileiro, “Se uma educação sozinha não pode transformar uma sociedade, sem tampouco a sociedade muda”. Assim, será capaz de ter uma juventude participativa e envolvida, que também buscar ir à luta nas ruas, como nas atuais manifestações de 2020.

Portanto, é necessário que, primeiramente, o Poder Público crie políticas que visem incentivar os jovens a envolver-se com a política do país, por coadjuvações com as instituições educacionais tendo como propósito lecionar sobre o funcionamento e a importância de participar da democracia com a construção de debates e palestras. Visto que, tendo essa ideia construída, fica mais acessível difundir e preservar esses conhecimentos através da realização dos trabalhos das ONGs brasileiras, como a criação de projetos sociais, por intermédio de debates e palestras com especialistas e familiares que visa fortalecer a importância desses jovens para a construção de uma democracia participativa.