A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 07/09/2020
No período da ditadura militar, no Brasil houve o movimento Hippie que mostrou em suas manifestações que os jovens não estavam dispostos a viver da mesma forma tradicional e conservadora da maioria das famílias daquela época. Além disso foi a década mais contestadora do século passado e apresentava como objetivo atacar o sistema, ou seja, uma sociedade que produzia miséria, violência, guerras e angústia. Apesar dessa luta, na contemporaneidade a juventude se mostra indiferente, não tenho o interesse que em tempos mais remotos se tinha entre os jovens para lutarem pelo seu lugar e opinião própria na sociedade.
Observa-se, no Brasil, uma participação política limitada da população jovem, pelo fato do descrédito em relação aos políticos e as formas de participação política, pois é o comportamento reprovável de alguns políticos perante a sociedade em que é idealizada uma imagem de maus políticos, que passam que a política está atrelada à corrupção. Com isso, a população jovem gera desconfiança nos políticos e essa desconfiança faz com que muitos jovens não creiam que para ocorrer uma mudança significativa desse quadro político negativo é fundamental a participação da juventude na política, em decorrência disso causa uma intensa apatia, que é intensificada pela desinformação e pelo comodismo dessa geração.
Além disso, outro problema marcante é a falta de acesso a uma educação de qualidade, que valorize os conceitos de cidadania e de participação desse grupo na sociedade. Por outro lado enquanto houver descrédito em relação aos políticos e à política refletir uma herança histórica de baixa participação popular, a população jovem não irá se interessar em ter um papel ativo na política, preferindo demostrar opiniões por meio da internet em diferentes redes sociais.
Por fim, é importante que o MEC (Ministério da Educação), incentive as escolas públicas e privadas, em abordar a política em diferentes visões e fora do senso comum, além de treinar os professores para uma abordagem mais qualificada sobre esse assunto, por meio de aulas de história e sociologia. Por outro lado não cabe somente ao MEC incentivar as escolas, mas também é dever do governo incentivar à abordagem de questões políticas (estruturas, níveis, atribuições) nas escolas, para que os jovens da contemporaneidade possam estar preparados para o entendimento do cenário político atual.