A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/09/2020
A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
O seriado “The Politician” traz uma versão mais jovem de um conteúdo visto como adulto: a política. Tendo como personagem principal o problemático Payton Hobart, um jovem interessado e aspirante à Casa Branca, a série evidencia a complexidade de personagens adolescentes e a importância de sua atuação em debates políticos. Fora do fictício, não é muito diferente: a chamada “Geração Z” possuí muita importância nos debates atuais.
Atualmente no Brasil, há um enorme desprezo da parte jovem caso o assunto seja política: por ser um tema não tão aberto, muitos acabam não se aprofundando. Segundo uma pesquisa realizada pelo site G1, nas eleições de 2016 o percentual de eleitores de 16 e 17 anos foi o menor desde o ano de 1992, ou seja, 1,61% do total de eleitores. Para o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, é visto que a redução esteja vinculada a uma “certa descrença em relação à política”, afirma. Desde então, o Tribunal Superior Eleitoral tem feito campanhas para cativar os mais jovens a votar, já que o voto nessa idade é optativo.
Outro ponto importante é a falta de acesso a uma educação de qualidade que reconheça as ideias ligadas à cidadania e participação social. Antigamente na Grécia, visto a relevância da política para a criação de um Estado, havia a escola peripatética que, por influência do filósofo Aristóteles, estudava-se política como um saber prático e crucial. Dessa forma, em um Estado de Direito, o jovem deve saber seu papel no que se diz a adquirir o bem popular.
Dessa forma, é claro, que os jovens possuem um papel necessário na construção do seu país. É do dever do Ministério da Educação estimular escolas públicas e privadas, a fazerem abordagens da sobre a política fora do senso comum. Deste jeito, os estudantes terão a chance de realizarem sua cidadania dentro do campo escolar e , por resultado, garantir uma formação como cidadão.