A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/09/2020
“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou uma nação”. A frase do escritor inglês Oscar Wilde deixa evidente a importância do conhecimento para uma nação, que, bem-informada, pode movimentar os pilares sociais em busca de seus direitos. Nesse contexto, é dos jovens a responsabilidade de reivindicar um mundo melhor, uma vez que são eles os integrantes da nova geração que tem, por direito assegurado na Constituição de 1988, a liberdade de expressão. Entretanto, nota-se uma gritante diferença entre a expectativa e a realidade dos jovens brasileiros, uma vez que estes encontram-se cada vez menos interessados em discussões políticas e mudanças sociais. Grande parte das causas que agravam essa problemática são: a indiferença dos jovens em se tratando de conhecimento acerca da sociedade, e a ineficiência Estatal em se tratando da educação dos jovens.
Primeiramente, vale ressaltar que um dos grandes agravantes dessa problemática é a indiferença dos jovens em se tratando de mudanças sociais e reivindicações de direitos. Isso é causado pela desilusão dos jovens em relação à política em geral e eleições. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Data Popular, 53% dos 3.500 jovens participantes alegaram que o Brasil seria melhor sem partidos políticos, e 50% deles estão indecisos sobre em quem votar ou irão anular o voto. Isso deixa evidente a falta de ânimo por parte dos jovens eleitores em relação à política, situação que precisa ser revertida.
Além disso, ainda há a ineficiência Estatal como agravante dessa situação. Isso se deve ao fato de que os poucos jovens que se interessam por política são desvalorizados pelo Estado e seus integrantes apenas por serem mais novos e, aos olhos dos integrantes mais experientes, terem pouco conhecimento e experiência. Tal atitude faz com que os jovens sintam-se desmotivados a continuarem, além de não haver nenhuma mudança durante anos no corpo integrante dos ministérios do Brasil, o que corrobora para a permanência dos problemas. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há cerca de 6,8 milhões de jovens com faixa etária entre 16 e 17 anos em território brasileiro, mas apenas 1,4 milhões (20%) exercem seu direito facultativo ao voto. Tal situação deve ser resolvida com urgência.
Diante dos fatos supracitados, fica evidente que essa problemática tenha um fim. Destarte, cabe ao Ministério da Educação realizar campanhas por meio de palestras e da distribuição de materiais impressos, ao menos uma vez a cada 15 dias, que possam motivar os jovens a participarem ativamente das decisões políticas, para que haja mais engajamento jovem na sociedade brasileira. A partir dessas ações, espera-se uma maior participação política dos jovens no Brasil contemporâneo.