A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 05/10/2020

O filme alemão “A Onda”, baseado em fatos reais, conta a história de um professor de atualidades que cria uma dinâmica na sua aula de autocracia para que os alunos se interessem mais, a dinâmica é baseada em uma pergunta: “é possível instalar um regime totalitário na Alemanha?”. Os alunos da classe ficam tão contaminados pela a ideia do anarquismo que espalham o debate pela cidade e criam um grupo a respeito do assunto. Desse modo, é perciptível a importância do papel do jovem no cenário político brasileiro contemporâneo, uma vez que sua opiniões e posicionamentos têm um alcance magestoso.

Em primeiro plano, segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Portanto, a falta de debates e de ensino sobre ciência política nas escolas gera a falta de interesse e de entendimento dos mais jovens para com o cenário público brasileiro. De acordo com levantamento do Instituto Vladimir Herzog, 65% dos jovens do Brasil dizem querer aprender sobre política nas escolas.

Ademais, consoante pensamento do filósofo Pierre Levy de que toda tecnologia cria seus excluídos, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que cerca de 49% da população brasileira não têm acesso à internet. Nesse contexto, o acesso dessa parcela da população às informações sobre candidaturas, propostas, deficiências do seu município, entre outras coisas, principalmente em tempos de pandemia, o que é caso do ano eleitoral de 2020, fica extremamente debiltado.

Por certo, fica evidente o papel do Estado em promover o interesse político no jovem contemporâneo. Efetivamente, o Ministério da Educação (MEC) deve criar um projeto chamado “Politize-se”, onde as escolas públicas e privadas terão a opção de incluir em sua grade curricular o ensino de ciências políticas através de meios comunicativos mais efetivos, como as redes sociais e o conteúdo áudio visual que las propõem, a fim de que jovens se interessem mais pela pesquisa e também, pelo ingresso na área política, seja em cargos públicos ou acadêmicos.