A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 04/11/2020
No atual contexto histórico, se tem debatido sobre a participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Entretanto, tal aspecto não alcançou ainda o nível desejado, tendo os jovens brasileiros uma participação e um interesse mínimo por assuntos de âmbito político, no geral, o que colabora de forma negativa para a construção de uma melhor sociedade nesse quesito, possuindo eles uma forte influência, mas não o desejo intenso de realiza-las. Assim, percebe-se que essa questão persiste por falto de incentivo a eles oferecido tanto pelo governo quanto pelo Ministério da Educação. Em primeiro lugar, vale destacar que, nos séculos passados, certas pessoas não possuíam direito ao voto ou ao menos a liberdade de expressão, entre elas estavam os indivíduos de baixa classe social, mulheres e jovens. Porém, esse cenário foi mudado e os meninos e meninas tiveram concedida a liberdade da participação nas decisões políticas do governo brasileiro. Comprova-se isto através da história, relatando, de acordo com o site UBES, que o ano de 1988 foi marcado como a data na qual foi a primeira vez na qual a juventude brasileira conquistou o direito de escolher seus representantes políticos, a partir do voto, com a idade mínima de 16 anos.
Dessa forma, é possível notar a intensa vontade e valor dado pelos jovens ao direito de voto por eles. Todavia, a animação dessa faixa etária esfriou-se com o passar dos anos em relação à política, considerando que eles representam um terço dos eleitores brasileiros, de acordo com o blog “Política. Estadão”, mas, por falto de interesse, não fazem muita questão de participarem de participarem de manifestações que possuam intuito de melhora em algum aspecto social que deva-se ao governo como responsabilidade. Além disso, a ausência de conhecimento deles sobre tais temáticas corroba para esse problema.
Diante disso, percebe-se que mediadas devem ser tomadas em razão da solução dessa complicação presente no Brasil. O governo deve, por meio de projetos públicos, anúncios de tv e reportagens, incentivar os jovens a interessarem-se por tais assuntos e garantir a relevância de sua participação neles, com o intuito de que a posição deles diante disso seja mudada. Ademais, o Ministério da Educação deve aperfeiçoar sua maneira de ensino aos alunos sobre a relevância de sua inclusão nos assuntos e decisões governamentais, conscientizando-os de que também são responsáveis pelas escolhas que levarão o Brasil a ser um melhor ou pior país. Pois, parafraseando Paulo Freire, “a educação não muda o mundo, mas pessoas, e essas mudam o mundo”.