A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 26/10/2020

O filósofo grego Aristóteles, há mais de 2 mil anos, disse que todo homem é um animal político. Por conseguinte, entendendo a política como algo que envolve uma tomada de decisões visando atender determinados interesses, todo indivíduo faz política. No entanto, é preocupante a participação dos jovens no âmbito brasileiro, pois, a cada ano, o índice de eleitores, menores de idade, diminui por conta da falta de representatividade política e o descaso dos  próprios governantes com a política.

Em primeira análise, é necessário considerar que o engajamento do jovem brasileiro com a política é de extrema importância. Afirma-se isso, pois um terço do eleitorado brasileiro, ou seja, cerca de 45 milhões de pessoas entre 16 e 33 anos detém o poder de voto. Por isso, torna-se imprescindível a adoção de medidas que tornem os jovens mais conscientes da importância do voto e de suas consequências, deve-se considerar a existência de diferentes motivos que explicam a abstenção do jovem no cenário político. É possível pensar, por exemplo, na deficiente grade curricular brasileira que não prioriza o estímulo ao pensamento crítico. Isso ocorre, pois, jovens sem conhecimento elegem políticos inconsistentes e que não investem em educação, tornando, assim, um ciclo vicioso de incongruência.

Vale salientar, também, como a corrupção contribui para a falta de interesse do jovem na administração pública. Conforme preconizado por uma pesquisa feita pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (DECOMTEC), os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa no Brasil é de 69 bilhões de reais por ano. Dessa maneira, a postura individualista desses corruptos implica em grandes consequências aos indivíduos do corpo social, na qual a juventude acaba associando a política a desonestidade. Ao contrário disso, no ano de 1992, os estudantes secundaristas(caras pintada)foram os principais personagens da campanha “Fora Collor!”, após o presidente se envolver em escândalos de corrupção.

Diante dos fatos expostos, faz-se necessário que a escola,promova a formação de cidadãos instruídos politicamente, por intermédio de palestras, debates, a respeito desse tema, visando incentivar as pessoas se manifestar presencialmente, além de ampliar o contado entre a comunidade escolar e a administração do país. Além disso, é fundamental que instituições sociais como ONG’s (Organizações não Governamentais), por meio de anúncios,a exemplo de programas como o Jovem Senador, nos quais o jovem conhece os processos políticos a finco e vivência os mesmos de maneira ativa. Soma-se a isso, leis mais brandas relacionadas ao crime de corrupção cometido pelos políticos. Para a formação de uma futura sociedade mais justa e que saiba escolher seus representantes.