A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/10/2020
Tem se discutido bastante no Brasil acerca da participação política do jovem no Brasil contemporâneo, em que é um momento de transição na vida da pessoa que obtém a responsabilidade escolher o futuro candidato que irá reger o seu país ou cidade. Porém,muitos desses jovens não apresentam certo interesse e vivem uma vida “datada dos tempos iniciais da colonização”. A falta de incentivo na base juvenil e a ausência da participação em decisões públicas prorrogam este problema.
É importante pontuar,de início, que segundo a pesquisa do site Folha de S.Paulo, 26% do total de eleitores tem a faixa etária entre 16 e 25 anos.Na mesma pesquisa também mostra o elevado número de pessoas que não tem nenhum interesse em participar de política ou de se filiar em algum partido,número que chega à 63%. Tal fato ocorre devido uma desqualificada base em relação ao tema tanto na área escolar como na área familiar prejudicando para estes escolherem um candidato, defender um ponto de vista público e principalmente enfraquecendo a luta pelos direitos fundamentais de um cidadão como na saúde,educação,segurança e entre outros.
Além disso,a ausência da participação em decisões públicas também reflete nesse problema, no qual não é aplicado um direito que está escrito na constituição de qualquer cidadão, como na participação em manifestações para promoverem alguma mudança no país, que é um dos exemplos mais claros e eficazes da participação cidadã na política e de conseguirem revogar suas escolhas e desejos públicos. Um exemplo claro foi a manifestação em 2013 em que milhões de jovens brasileiros foram as ruas de várias capitais para contestar as altas tarifas dos transportes públicos e reclamar das péssimas condições que são oferecidas ao público.Segundo o site Folha de S.Paulo,apenas 27% dos jovens participaram de manifestações governamentais, o que mostra a enorme chaga nesse quesito.
Portanto,percebe-se que a participação política do jovem no Brasil contemporâneo continua a ser um sério problema e que medidas devem ser tomadas para a diminuição desse problema.O ministério da educação deve criar programas de base para incentivo e qualificação dos alunos na escola sobre política,capacitando os futuros participantes públicos. Também com a criação de programas sociais para jovens e adolescentes que tenha como foco debates públicos e ideais políticos, para desenvolver a parte crítica e argumentativa dos cidadãos. Pois como disse Henry de Montherlant “A política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros”.