A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/11/2020
Durante o governo de Fernando Collor, os jovens brasileiros se uniram em um objetivo comum: o impeachment do então presidente e a melhora da política do país. Desde então, as gerações mais novas se envolvem cada vez mais no campo político, conquistando cada vez mais seu lugar. Há, por isso, uma discussão massificada nos meios telecomunicativos sobre a participação da juventude na política contemporânea. Aliás, esse é um assunto que envolve não só a falta de incentivo para a participação na política, mas também a opinião do jovem, que é ignorada em diversos momentos. Todavia, um ponto é fundamental: apesar de ser desafiador amenizar os efeitos de tal problemática, é possível vencê-los com a adoção de medidas eficazes.
Em primeira instância, essa situação é um problema, pois grande parte dos jovens que não se envolvem na política é resultado da falta de incentivo, conforme visionava Jürgen Habermas em “A sociedade é dependente da crítica às suas próprias tradições. Assim, elas geram falta de conhecimento sobre o governo do próprio país e a escolha de dirigentes muitas vezes incompetentes. Tais fatores deixam clara a gravidade do percalço.
Em segunda instância, esse problema é difícil de ser resolvido, porque muitas vezes, a opinião dos jovens é ignorada, consoante pode ser visto na discussão sobre mudança de data do ENEM 2020. Foram feitas votações sobre a data, perguntando aos estudantes qual data seria melhor, considerando o isolamento social vigente durante grande parte do ano. Mas, na decisão, foi escolhida uma data que muitos dos votantes consideraram ruim para a prova, mostrando a exclusão de muitos jovens nas escolhas da sociedade. Dessa forma, é visível que o assunto em estudo é desafiador.
Diante desses fatores, é inegável que a participação da juventude na política contemporânea exige a adoção de medidas eficazes. Uma delas cabe à família incentivar o envolvimento dos jovens na política desde a tenra idade, através de diálogos frequentes acerca da temática. Assim, tem o intuito de aumentar a participação de menores nesse âmbito. Por fim, é de responsabilidade do MEC valorizar a opinião dos adolescentes, consultando por meio de sites e plebiscitos a postura deles em relação a temas importantes, como a mudança da data do Ensino Médio, para que as propostas sociais e educacionais sejam realmente efetivas.