A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/11/2020
É fato que a Geração Z veio para somar e revolucionar. Do movimento “Diretas Já” na ditadura militar aos protestos à favor da educação em maio de 2018, os jovens brasileiros sempre buscaram lutar — com manifestações e levantes populares — por direitos básicos que muitas vezes não lhe são concebidos. Entretanto, no Brasil, percebe-se a ausência destes jovens nas câmaras municipais e posições políticas de poder. Tendo isto em mente, urge que políticas públicas sejam criadas para que, de fato, a Geração Z possa ter sua voz ampliada na política nacional contemporânea.
Em primeiro lugar, é importante que se discuta a respeito das mais diversas formas de ativismo e militância. Na atual pandemia do COVID-19, o ativismo digital cresceu, mostrou ser positivo e possuir impacto através do movimento global “Black Lives Matter”; do ativismo de sofá ao físico, todos possuem o propósito de alcançar a verdadeira equidade. Em setembro de 2019, a jovem socioambientalista brasileira Paloma Costa abriu a Cúpula da Organização das Nações Unidas. Por meio de seu discurso, declarou a importância da voz da juventude — que na maioria dos casos é ignorada — e deixou claro que está na hora de agir em defesa do meio ambiente e dos povos nativos.
Por conseguinte, nota-se que os jovens realmente são o futuro; mesmo que a popular frase muitas vezes não seja levada a sério, são eles as sementes que precisam ser plantadas em prol de um futuro seguro e igualitário. Além disso, num mundo em que tudo é político, até o silêncio e a omissão declaram posicionamentos. Portanto, faz-se realmente necessária a valorização do despertar da juventude brasileira; é justamente por isto que projetos como simulações da Assembleia Geral da ONU mostram possuir extrema importância no desenvolvimento do senso de justiça e de debate entre divergências de opiniões e posicionamentos políticos.
Por conclusão e, tendo em vista os fatos analisados, é preciso que a participação política do jovem no Brasil contemporâneo seja de fato concretizada. Cabe ao governo federal, por meio de maiores investimentos e políticas públicas, a eficaz valorização e presença das Simulações da ONU nas escolas e câmaras brasileiras. Ademais, é preciso que a mídia produza, com o apoio e auxílio do governo, maiores campanhas que divulguem as simulações e seus propósitos. Visando o despertar de consciência e de poder decisivo, somente desta maneira a juventude brasileira começará a buscar maior envolvimento com a política e seus impactos no Brasil do século vinte e um.