A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 21/11/2020

Falta de incentivo, corrupções, invisibilidade e desânimo são as causas da pouca participação política dos jovens no Brasil atual. A direção governamental no país é acompanhada de grandes erros e consequente decepções para os cidadãos, o que gera afastamento com as causas públicas, repassando para as novas gerações. Nesse sentido, os adolescentes crescem sem perceber a responsabilidade que possuem, além dos próprios governantes não trabalharem para inserir na vida social dos jovens maior proximidade com a política.

Inicialmente, a luta da população para consolidar o direito de votar no Brasil foi grande, sendo concretizada somente em 1988 com a implementação da Constituição após muitas manifestações. Portanto, mesmo sendo obrigatório o voto a partir dos 18 anos de idade no pais, há pouco interesse da juventude em participar dos atos públicos porque são raros os que conhecem a real importância desse exercício, além de herdarem os desânimos com os erros dos governantes. Assim, a inserção dos adolescentes vem diminuindo cada vez mais, principalmente para exercerem cargos políticos, uma vez que têm implantado na cultura que os políticos só roubam, enganam e são poucas as ações positivas que fazem para o país.

Em segunda análise, um terço do eleitorado brasileiro são jovens, mas mesmo assim são “invisíveis” aos olhos dos governantes porque não investem em formas de conquistá-los e de aproximarem deles. Nesse contexto, fica claro que os próprios candidatos tem consciência de que a cultura e os estudos dessa geração são precários em relação à política, mas não procuram melhorar as disponibilidades de acesso e preferem focar nos eleitores adultos, consequentemente, afastam ainda mais a juventude do campo político. Em contraste, manifestações como as “Diretas já” feitas na década de 80 pelos adolescentes da época em busca dos direitos eleitorais e posterior efetivação deles, demonstram o quanto essa camada popular tem força para agirem no campo governamental.

Por fim, mediante os pressupostos fica claro que para aumentar a participação da  juventude na política do Brasil é imprescindível medidas públicas agindo por meio do ensino escolar. Primeiramente, o Ministério da Educação deve inserir na grade curricular matéria específica para esse assunto, através de professores capacitados para ensinar o que é a política, como ela foi implantada no país, como foi conquistado cada direito e a importância de exercer a cidadania. Depois, cabe ao Ministério das Cidades promover reuniões para toda a população abordando sobre esse assunto e conduzindo os pais a conversarem com os filhos sobre esse tema para que tenham incentivo e proximidade com os deveres de cidadão. Fazendo assim, certamente terá muitos jovens atuando na política brasileira.