A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 03/12/2020

Em 1983, milhares de jovens brasileiros saíram às ruas para colocar em prática um dos eventos de maior valor patriótico do país: o movimento Diretas Já. Todavia, apesar de ter um papel imprescindível na liderança das transformações necessárias para o desenvolvimento nacional, a juventude contemporânea mostra-se incapaz de participar efetivamente da política do Brasil. Nesse viés, convém analisar como a falta de incentivo a cidadania e o descrédito em relação aos políticos agravam a problemática.

A princípio, é válido ressaltar as relevâncias do engajamento dos jovens para as transformações sociais. De acordo com o jornal Estadão, um terço do eleitorado brasileiro é formado por jovens entre 16 e 33 anos, ou seja, são mais de 45 milhões de pessoas em um universo de 144 aptos a votarem. Sendo assim, além de representar um número expressivo e importante de eleitores a presença jovem se destaca pois abre novos horizontes para compreender como em cada contexto histórico e cultural a própria política pode ser reinventada, já que,a juventude costumam ser protagonistas por participarem ativamente e com vigor  dos movimentos políticos e não se conformarem com as mazelas sociais. Dessa forma, é razoável que a democracia brasileira conte com a atuação de excelência dessa substancial parcela da população.

Contudo, exitem algumas distorções para essa garantia de participação política. Infelizmente, o contexto escolar não prepara e incentiva os alunos a exercerem a cidadania plena. Para o  educador Paulo Freire na obra ‘‘Pedagogia do Oprimido", não há educação neutra, o processo educativo seria um ato político e deveria instigar comportamentos. Seguindo esse pensamento as escolas brasileiras deveriam explanar a necessidade da participação e da valorização social, o que acaba não acontecendo limitando o ensino a uma grade curricular sem criticidade. Além disso, a falta de credibilidade dos políticos distancia a juventude, pois dificulta um diálogo com quem está desiludido com a corrupção e os velhos costumes políticos.

Portanto, para que os jovens participem efetivamente da política, o Ministério da Educação deve criar programas para incentivar jovens a engajarem no cenário político. Isso deve ser feito por meio da criação de debates em todas as escolas brasileiras realizados todas as semanas por professores, jovens políticos e ativistas que deverão mostrar de forma objetiva e detalhada o poder da participação do jovem para mudar a atual situação do país e garantir um futuro mais justo como o feito em 1983.