A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/11/2020
A participação política permite que os cidadãos influenciem de forma efetiva na administração pública. Seja a partir do voto, de manifestações, de grupos organizados, de trabalhos partidários ou até mesmo por meio de atividades exercidas nas estruturas do legislativo e executivo. Conforme o Jornal Estadão, no Brasil, 1 a cada 3 eleitores são jovens. Todavia, nota-se uma participação limitada da juventude na política. Por conseguinte, a apatia desses indivíduos com relação às questões políticas fortalece as crises econômicas, sociais e políticas, como também, ameaça a cidadania desses brasileiros.
Em primeira análise, observa-se que a indiferença quanto às questões políticas é fruto de uma herança histórica de baixa participação popular e poucos estímulos para a participação política. Segundo o historiador brasileiro, Leandro Karnal, o ensino vigente no país não valoriza conceitos ligados à cidadania nem transmite informações a respeito das diversas formas de participação política. Dessa forma, os indivíduos não recebem estímulos para participar ativamente da política, uma vez que sua abordagem é realizada dentro do senso comum. Nesse sentido, a análise do papel da educação no processo de incentivar a juventude à participar das transformações político-sociais, permite concluir que a abordagem a questões políticas deve explorar a diversidade de possíveis participações, o histórico juvenil e incentivar os jovens.
Em segundo, nota-se que o comodismo ameaça a cidadania da população jovem. De acordo com Immanuel Kant, importante filósofo prussiano do século XVIII, a emancipação atingida através do conhecimento próprio e autônomo permite que o indivíduo sirva-se do próprio entendimento na busca por conhecimento e examine o que lhe é transmitido, entretanto, por preguiça e/ou covardia permanece no que ele denomina de imaturidade culpável e, vulnerável, vira massa de manobra daqueles que fazem o uso de certos conhecimentos. Logo, percebe-se que essa infeliz condição gera problemas aos cidadãos e que o esclarecimento é de suma importância para a sua própria liberdade, uma vez que ao permanecer cômodo abdica de seus direitos.
Entende-se, portanto, que a participação limitada da juventude na política é resultante da desinformação e do comodismo dessa geração. Logo, para aumentar a participação juvenil, faz-se necessário uma ação da União por meio do Ministério da Educação (MEC), órgão do governo que foi fundado em 1930 e é responsável pelos assuntos educacionais do país, através da disponibilização de cursos para treinar professores para incentivá-los a abordar de forma qualificada questões políticas, no que diz respeito a estruturas, níveis e atribuições nas escolas brasileiras, com o fito de incentivar a formação de grupos de discursão e a mobilização juvenil e, com isso, estimular a participação política.