A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 25/11/2020
A Constituição Federal de 1988 redefiniu as bases da democracia brasileira após 21 anos do Regime Militar. Naquele momento, deu-se novamente aos cidadãos a importante missão de definir os rumos da nação. Atualmente, no entanto, nota-se que a participação política do jovem no Brasil tem diminuído por conta da descrença política, seja ela devido aos escândalos ou até mesmo as notícias falsas.
Em plano inicial, é válido identificar como as notícias negativas de representantes mina a participação política da juventude. Ao mesmo tempo em que o Brasil encontra-se imerso em problemas como o crescimento do desemprego, a fome, o aumento da criminalidade e a extrema desigualdade social, é com frequência noticiado escândalos de corrupção nos mais variados níveis de poder público. Tal fato, aliado a um legislativo que, em muitos casos, não incentiva um amplo debate na criação das leis - não tão raras contrárias à opinião pública - cria um completo cenário de descrença política na juventude.
Além disso, há no Brasil - e no mundo - o obscurantismo político causado pelas notícias falsas. Em conjunto com a crise representativa estão as “fake news” minando a essência básica de qualquer democracia: o debate de ideias. Sendo assim, diferente do que pregava o filósofo Aristóteles, que a política é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana, percebe-se que, hodiernamente, essa está se tornando sinônimo de confrontos agressivos ao indivíduo, principalmente nas redes sociais, criando extrema polarização na qual o diálogo e consequente resolução dos problemas nacionais se tornam menos viáveis.
Desse modo, depreende-se que a falta de participação política atual tornou-se estrutural. Portanto, é papel do Poder Judiciário punir, rigorosamente, os desvios de conduta no meio político, de modo a dar exemplo à sociedade de que a impunidade não estará presente nesses casos. Além disso, o Ministério da Educação deve elaborar, nas escolas, um sistema de educação que dê capacitação aos mais jovens para lidar com as tecnologias digitais de forma crítica, além de reformular o ensino básico com a inserção de aulas voltadas a valorizar a participação política como expressão de plena cidadania. Assim, o engajamento político jovial se fortalecerá e objetivará a felicidade.