A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 29/12/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos maiores de 16 anos estão aptos para exercer o direito ao voto. Infelizmente, na realidade brasileira esse direito não é exercido por grande parte dos jovens, isso ocorre, sobretudo, devido a grande corrupção existente na política e a falta de um sistema de ensino que foque no desenvolvimento dos jovens para a sociedade. Por isso, torna-se necessário a adoção de medidas que aumentem a participação política dos jovens.

Em primeira análise, é válido destacar como os atos de corrupção são responsáveis por diminuir a participação política dos jovens. Nessa perspectiva, é importante citar o sociólogo Rodrigo Prando, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que menciona que “ Por conta de grandes escândalos noticiados pela mídia nos últimos anos, como a operação Lava-Jato, por exemplo, muitos jovens acreditam que nenhum político é correto”. Sob essa ideia, pode-se frisar que os grandes atos de corrupção são responsáveis por fazer com que os adolescentes passassem a detestar política, levando assim, os jovens a darem atenção para outros tópicos da vida cotidiana. Dessa forma, vê-se que a corrupção foi responsável por desestimular a participação política dos jovens.

Além disso, é importante salientar como o atual sistema de ensino é responsável por afetar a participação dos estudantes na política. Nesse sentido, é imprescindível mencionar a teoria “Gaiolas e Asas” de Rubem Alves que diferencia o sistema de ensino em Escola Gaiola, aquela que foca apenas no conteudismo, e Escola Asa, aquela que promove o desenvolvimento de práticas cidadãs e socioemocionais. Seguindo essa ideia, é possível mencionar que grande parte das escolas brasileiras são caracterizadas como “Escolas Gaiolas”, gerando assim, a formação de jovens com baixa aptidão e interesse de participar das atividades políticas nacionais. Dessa maneira, vê-se que o sistema de ensino conseguiu gerar uma baixa participação política dos jovens.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve adicionar aulas práticas e interativas sobre política na base nacional comum curricular por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que ocorrerá, mensalmente, aulas que demonstrem os benefícios da política para sociedade a fim de educar os jovens sobre a importância da participação política. Espera-se com essa medida que haja um maior engajamento dos jovens na política.