A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 02/01/2021
Na obra “Utopia”, do literato britânico Thomas More, é descrita uma sociedade ideal, na qual o corpo social se padroniza pela ausência de entraves. Porém, o que se observa é o oposto da supradita, já que “a participação política do jovem no Brasil contemporâneo” exibe barreiras que impedem a realização desse cenário pensado por More. Essa visão contrária é fruto tanto da acomodação da juventude brasileira quanto do descaso do Governo.
Sobretudo, é essencial salientar a acomodação da juventude brasileira como agente do problema. De acordo com o pensador Johann Goethe: “O grande segredo da nossa doença oscila entre precipitação e negligência”. Por isso, como dito anteriormente, a preguiça é uma forma de negligência dos jovens, uma vez que o foco agora são manifestações virtuais, sem sair de casa e que acaba não tendo o mesmo êxito que as presenciais, como em 2013 que teve uma das maiores e que tinha grande presença de jovens, segundo dados do Estadão. Tudo isso apresentado à resolução do problema, já que essa atitude ajuda para a duração desse cenário prejudicial.
Ademais, é crucial pontuar que o descaso do Governo procede da baixa atuação dos setores estatais. Segundo o pensador Thomas Hobbes: “O Estado é encarregado de assegurar o bem-estar da população”. Todavia, tal fato não ocorre no Brasil, uma vez que, devido à falta de ação das autoridades, o descaso do Governo traz sérias consequências, isso é, em não proporcionar uma educação política nas escolas, para que os jovens entendam mais o assunto e melhor se posicionem, atualizando a política, visto que quase 35% do eleitorado é composto por jovens. Desse modo, faz-se mister a reconstrução dessa postura do Poder Público imediatamente.
Portanto, medidas viáveis são essenciais para conter o avanço da problemática no Brasil. Assim, para auxiliar a participação do jovem na política, precisa-se que o Tribunal de Contas da União encaminhe capital. Esse, por sua vez, será revertido pelo Governo, órgão responsável pela gestão do Estado, na criação de programas de educação política nas escolas, mediante a votação dos deputados na câmara. Logo, a sociedade poderá fazer protestos sabendo os seus direitos e quem deve ser cobrado para solucionar o motivo das reivindicações. Dessa maneira, atentar-se-á aos impactos danosos da falta de interesse dos jovens em manifestações nas ruas e a comunidade alcançará o sonho de More.