A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/01/2021

De acordo com pesquisas publicadas pelo jornal ISTOÉ, os jovens brasileiros constituem um terço da população com direito a voto, e utilizam como principal forma de expressar a sua participação política, os veiculos digitais. Contudo, parte desse grupo encontra-se desacreditado com o contexto atual, devido  às frustações com algumas medidas públicas adotadas e a falta de diálogo. Dessa forma, é de extrema importância que os governantes criem canais comunicativos, permitindo uma maior participação dessa camada eleitoral.

Com o avanço da tecnologia e da sua capacidade de propagar informações, as mídias socias se tornaram uma importante ferramenta para divulgação de conteúdo. Dentro desse contexto, os jovens, principais consumidores das ferramentas virtuais, passaram a aproveitar dos seus perfis e de outras contas, como veículo para participação política. Tal contexto pode ser evidenciado pelas manifestações que ocorreram no ano 2013, organizadas em sua maioria por essa classe, e por meio das redes sociais, elas tinham dia e horário marcado, revindicando mellhorias no setor de transporte público e em outras áreas que o Estado têm obrigação de fornecer com qualidade. Diante disso, as proporções atingidas por esse ato público, que aconteceu em diversas regiões do país, foi comprado à antigos protestos, como as “diretas já” e os “caras pitandas”, que proporcionaram mudanças significativas na esfera política.

No entanto, mesmo diante dessas tranformações, o governo brasileiro não utiliza da internet e de seus benefícios como o principal mecanismo de comunicação. Tal atitude limita a participação dos jovens, uma vez que, eles buscam notícias e informações por meio desse canal. Aliado a isso, e ao descontentamento com cenário político atual, alguns indivíduos dessa faixa etária optam por se afastar dos problemas relacionados, tomando uma atitude denominada de “blasé”, onde o sujeito é incapaz de reagir aos conflitos apresentado de forma adequada. Porém, para o sociólogo Jurgen Habermas, a comunicação é a principal ferramenta de mudança social e política. É por meio da ética comunicativa descrita pelo autor, que os cidadãos que participam do debate, estão abertos a mudar de posição conforme os orgumentos são apresentados.

Portanto, é de extrema importâcia que o Ministério da Justiça promova um canal de comunicação  interativo e de fácil acesso aos jovens brasileiros, por meio da criação de um perfil nas principais mídias socias. Neste, ele deve promover debates periódicos com os principais líderes e sobre as principais medidas públicas adotadas.  Dessa forma, a opinião do jovem é ouvida de forma regular, promovendo a sua participação, e garantindo-lhes o pleno exercícios dos seus direitos.