A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 08/02/2021
O doucumentário “Junho: O mês que abalou o Brasil”, produzido por João Wainer, retrata uma série de manifestações lideradas por maioria jovem e organizadas majoritariamente através das redes sociais, twitter e facebook, estes foram as ruas protestar contra o aumento da tarifa do transporte público. No entanto,atualmente, diversos impecilhos impossibilitam a participação frequente da juventude na política brasileira, dado que, uma grande parcela da mocidade se revela desinteressada e ainda há uma deficiência no nível de educação política que é disseminada atualmente. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque garantir uma presença mais ativa desses indivíduos no âmbito político.
De acordo com o estudo da organização " Transparência internacional", realizado em 2019, o Brasil caiu uma posição no ranking mundial de percepção da corrupção. Fatos como esse intensificam o desinteressa juvenil na política. Decerto, essa conduta de diversos políticos culmina em uma falta de representatividade e gera um sentimento de desilusão de que o panorama hodierno não pode ser transformado. Aristotéles, filósofo grego, acreditava que o homem é por natureza um animal político. Entretando, esse discurso é confrontado no momento presente, posto que o nível de autoconsciência dos jovens acerca do sei papel de agente da mudança na sociedade ainda é baixo e com efeito disso, não há uma dimensão definida de como ele pode cooperar nesse processo de desenvolvimento do país.
Outro importante aspecto a ser considerado é a relevância do acesso a uma educação política de qualidade. Ainda que, com o avanço dos meios digitais, as notícias e discursos políticos sejam propagados de maneira acelerada, elas não deixam de ser apenas um aglomerado de informações. Pierre Bourdieu, filósofo francês, concordava que não há como existir democracia sem um verdadeiro poder crítico. Logo, os jovens que não possuem formação adequada não serão capazes de compreender esse aglomerado de dados e nem opinar criticamente, em virtude disso não poderão contribuir positivamente para a democracia do país. No momento em que a sociedade ignora a necesidade de educar politicamente seus jovens, essa parcela capaz de promover mudanças, tanto no meio digital quanto físico, se sente incapaz de debater de maneira efetiva no seu meio social.
Portanto, torna-se evidente que ainda há obstáculos a serem ultrapassados para haver uma maior atuação do jovem na discussão política brasileira. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação, incluir na matriz curricular mais eventos que debatam acerca do papel transformador do jovem. Isso pode ser feito a partir da promoção a oficias e palestras políticas, que para além do caratér informativo possam qualificar esses indivíduos. Visando assim, conduzir o aluno a reflexão, o tornando o protagonista da sua própria história, e capacitando-o para atuar politicamente.