A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 15/03/2021
Aos dezesseis anos, com o título de eleitor, os jovens brasileiros garantem um dos seus direitos e deveres como cidadão: o de eleger representantes para seu país. Apesar desse relevante poder político ser inserido em seus primeiros anos de vida, precebe-se uma crescente indiferença da juventude em relação às decisões e manifestações nacionais. Essa situação é resultado da descrença em relação ao poder de mudança do voto e da falta de educação política durante sua vida escolar.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que a crise de representatividade em solo brasileiro acentua o comodismo no tocante às políticas locais. Embora os jovens tenham protagonizado protestos como os de junho de 2013, que reinvindicavam a diminuição das tarifas de ônibus, os escândalos de corrupção - como a Operação Lava Jato - trouxe desesperança em relação à sua atual influência em transformações políticas. Assim, pela constante manutenção do status quo, a juventude afasta-se da cidadania e da participação política, o que, consequentemente, contribui para a manutenção de mais injustiças em território nacional.
Ademais, o desconhecimento juvenil em relação da definição de “participar politicamente” e das esferas de poder aliena ainda mais esse grupo das decisões de caráter nacional. Conforme o teórico alemão Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. De forma análoga, a falta de discussões nas escolas acerca da estrutura política brasileira - o Senado, Congresso e os Tribunais - e da cidadania - direitos e deveres - cria cidadãos acomodados, sem desejo de alterar o país. Assim, em virtude do baixo interesse em entender a situação atual do Brasil, permite-se a manipulação do povo pelos políticos, afrouxando, dessa forma, a democracia.
É urgente, portanto, que os jovens brasileiros compreendam sua relevância e contribução nos arranjos político-nacionais. Para que haja esse melhor entendimento e participação juvenil, escolas devem ensinar aos alunos como o Estado se constitui - os elementos fundamentais a uma democracia, as esferas de poder, etc -. por meio de debates acerca de questões e problemas atuais durante as aulas de Sociologia, estabelecendo relações entre o status quo e a possibilidade de alterações com manifestações políticas. Com essas medidas, ao saírem do ensino básico, a juventude estará preparada para combater injustiças e reinvindicar mudanças.