A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 17/03/2021

A participação política envolve a mobilização nas estruturas, atividades e trabalho partidário tanto em grupos organizados quanto em manifestações orientadas, possibilitando uma influência na pauta dos políticos e governos institucionais em locais regionais, nacionais e internacionais. No Brasil, observa-se esses movimentos envolvendo a juventude, tais como: Combate a ditadura militar, Diretas Já, Junho de 2013 etc. Apesar da emancipação dos jovens e suas contribuições para a sociedade brasileira, na contemporaneidade esse público se mostra negligente e indiferente.

Nesse contexto, o texto “Alegoria da Cavena” do filósofo da Grécia Antiga Platão, diz que os prisioneiros da caverna quando libertos das correntes não desejam sair daquele ambiente, por receio do mundo externo. De forma análoga ao grupo de jovens na atualidade, assim como os prisioneiros que foram libertos na caverna de Platão e decidiram continuar nela, a juventude se mostra irrelevante na tentativa de migrar as manifestações físicas para o mundo virtual por conta do comodismo e individualismo.

Como resultado, as manifestações coletivas perdem o volume de pessoas e, consequentemente, há uma diminuição nos impactos gerados no contexto nacional. Outrossim, forma-se uma geração dessa faixa etária com pouco engajamento político.

Dessa maneira, é necessária uma abordagem da participação política fora do senso comum, acionando o Ministério da Educação que precisa realizar um treinamento dos profissionais da educação para uma discussão nas escolas, por meio de atividades semanais que contribuam com o desenvolvimento das diversas formas de participação na política e suas importâncias. Dessa forma, os denominados “manifestantes de sofá” de acordo com a revista Época, poderão sair da carna de Platão.