A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/04/2021

O Brasil no século XX foi palco de inúmeras transformações políticas e sociais. No ano de 1992, por exemplo, por meio do engajamento juvenil, o país que vivenciava um caos econômico, conquistou o impeachment do ex- presidente Fernando Collor de Melo, acusado de corrupção. Entretanto, na contemporaneidade, apesar dos ganhos de outrora, a juventude mantêm uma participação política escassa, fato que pode ser explicado pela descrença nas transformações políticas, assim como pelo individualiamo crescente dos jovens tupiniquim.

Inicialmente convém ressaltar o crescente egocêntrismo dos jovens, que segundo o sociólogo Zygmunt Bauman é um aspecto da modernidade líquida- na qual as ações movidas em prol do bem comum perdem espaço para os interesses pessoais. Nesse sentindo, a juventude abandona a compreensão histórica de que as conquistas individuais só podem ser alcançados por meio de esforços coletivos.

Igualmente a falta de informações sobre o funcionamento político do país aliado ao senso comum de que a política é estagnada e impotente, faz com que inúmeros jovens não gozem totalmente de seus direitos como cidadãos. Além disso, tendo em vista que a juventude representa um terço da população tupiquim, a apatia dos jovens com as decisões políticas, perpetuam um país marcado pela corrupção e com menores conquistas sociais. Portanto, medidas são necessárias para atenuar a problemática.

Destarde, o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino- locais que concentram boa parte dos jovens, deve promover aulas interdiciplinares, assim como palestras, que esclareçam o funcionamento político brasileiro e a importância do egajamento juvenil na atualidade, como o objetivo de motivar a participação ativa dessa faixa etária. Tal ação, certamente, contribuirá para a formação de um país mais democrático e justo.