A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/05/2021
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito da participação política do jovem no Brasil, na qual à juventude brasileira encontra-se cada vez mais ausênte nas decisões no que tange aos interesses políticos do país, gerando receio em massa. Nesse contexto, torna-se evidente a base educacional, bem como uma grande influência nesse impasse, vem em virtude das raízes históricas.
Convém ressaltar, a princípio, que a base educacional é um fator determinante para à persistência do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Por essa óptica, as escolas no que urge o campo político, os jovens podem ser considerados analfabetos, uma vez que não houvem, não falam e não participam dos acontecimentos, sendo este para o filósofo Schopenhauer, a limitação do campo de visão dos jovens delimitam seu entendimento a respeito da política na contemporâneidade, tornando a resolução ainda mais complexa.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o legado histórico. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos avançoes históricos. Nesse sentido, pode-se observar a herança deixada pelo período da Ditadura Militar que caracterizou-se principalmente, pela falta de democrácia, supressão de direitos constitucionais, sensura e perseguição. Dessa encontra, ao contrário da ditadura, os vários grupos sociais devem está presente no espaço e no debate político, pois a polifônia é primordial para à plena democrácia, na qual a participação dos jovens se encontra escassa por acreditar que “política é coisa de velho”, e não se interessando em participar do regime, dificultando ainda mais sua resolução.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para esse fim, o MEC, juntamente, com o Ministério da Cultura, desenvolvam a implantação, por meio da modificação da Base Nacional Comum Curricular a disciplina de aletramento político no ensino médio, além disso, aulas ministradas por professores de política e econômia, incluindo palestras às familias. Pois como disse Martin Luther King “todo hora é hora de fazer o que é certo”.