A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 12/05/2021

O quadro “A liberdade guiando o povo”, de Eugene Delacroix, retrata o momento em que a coletividade francesa guerreia pelo bem-estar da pátria em um grandioso ato patriota. No entanto, ao analisar a participação da sociedade na política brasileira, vê-se justamente o oposto ao representado pelo pintor, uma vez que, o sentimento patriota é desvalorizado no país. Diante disso, essa problemática é ocasionada pela formação histórica e, sobretudo, pela dialética capitalista.

Nessa perspectiva, tal mazela advém da formação histórica da nação. Esse fenômeno ocorre devido à cultura de que “política não se discute” enraizada na sociedade brasileira. De acordo com o levantamento “Pulso Brasil”, 94% dos entrevistados acreditam que os políticos que estão no poder não representam a sociedade. Partindo dessa assertiva, esse cenário demonstra que a banalização do debate sobre política coaduna para a insatisfação com os governantes, posto que, sem esse diálogo não há como definir se o político escolhido realmente ira “representar” o interesse social. Desse modo, essa herança cultural patrocina a alienação política.

Outro vetor desse dilema é a ideologia capitalista, visto que induz a sociedade ao individualismo, isto é, a não priorizar o bem comum. Na ótica de Bauman, sociólogo polonês, o centro da vida social é o individualismo. Nesse contexto, ao fazer paridade com a participação na política brasileira, esse pensamento impede que os indivíduos sejam críticos quanto a política, já que não traz nenhuma “vantagem” direita para aquele cidadão. Com isso, essa ideologia coaduna para a desvalorização da política no Brasil.

Urge, portanto, que o MEC, Ministério da Educação e Cultura, deve implementar o estudo à política na grade curricular, por meio da criação de aulas temáticas, em que o professor irá mediar debates entre os alunos, a fim de quebrar o paradigma de que “política não se discute”. Ademais, é oportuno que a imprensa crie programas, tanto na televisão quanto nas redes sociais, que apresentem o cenário político do país, por meio de palestras de filósofos especialistas nisso, com o intuito de revelar as vantagens dessa conversa. Assim, o cenário visto na França será espelhado no Brasil