A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 01/06/2021
Em uma alusão histórica, faz-se evidente que o protagonismo do jovem no cenário político sempre foi pujante. Os hippies e os movimentos de contracultura em geral são, essencialmente, a demonstração de um ímpeto natural de disrupção e idealismo da juventude. Porém, a imaturidade ancorada na inexistência cultural do país, acaba por moldar os conceitos e a participação política em fanatismo e principalmente, a juventude em instrumento de governantes populistas.
Em referência a participação do jovem, além desse impulso natural de querer melhorar o mundo de alguma forma, certamente, o aumento da participação política no país é um fenômeno geral - todas as faixas etárias - seja pelos embalos dignos de roteiro de filme da corrupção nacional - a exemplo dos escândalos do mensalão e do petrolão - que, de certo modo, despertam curiosidade e transformaram a política em entretenimento e objeto recorrente nas discussões de bar. Ou talvez, pela difusão de dabates mais globais nas redes sociais - estas mais ligadas com a juventude - referentes à temáticas ambientais, feminismo, etc. Fato é, que estas discussões - apesar de terem sido democratizadas - são apresentadas, na maioria dos casos, de uma forma superficial promovendo, assim, debates com bases em abstrações e percepções pessoais. De modo que, promovem discursos ideológicos e sem embasamento nos canais impessoais das redes sociais, alimentando fanatismo e ódio.
Naturalmente, a forma rasteira no qual é pautada a política no país, deve-se à ausência de conteúdo do brasileiro médio e principalmente dos jovens. A falta de uma educação cidadã, que sobressaia as virtudes da moral e ética - pilares dos princípios gregos, pioneiros da democracia - integrada a uma escolaridade que estruture ciência política, produz fanáticos ignorantes. Essa inexistência cultura à brasileira, sequestra a autonomia da juventude que - por falta de uma consolidação da abragência da política - torna-se alvo para governos populistas, que vendem as facilidades de um mundo ideal, e os tomam como instrumento para ascensão ao poder. Como aconteceu, para exemplificação, da Alemanha nazista, com a juventude hitlerista, até os conceitos frequentemente adotados pela UNE de apoio à partidos que defendem crimes contra humanidade - como o Psol, que defende a ditadura Venezuelana.
Em virtude disto, faz-se crucial a estruturação de mecanismos de informação e debate nas escolas e universidades da política virtuosa. Organizado pelo Ministério da Educação, promovendo a leitura e formação nas instituições educacionias - referentes a política- por aulas de ciência política, pautadas na leitura dos clássicos da literatura mundial. Rejeitando abstrações rasteiras, e incentivando no jovem o debate e proposição de ideias embasadas no clássicos. Aliado á isso, a disposição de cursos e aulas gratuitas nos canais digitais, como no prório site MEC.