A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/06/2021
Os “Caras Pintadas” foi um movimento estudantil e juvenil brasileiro ocorrido em 1992, que tinha como objetivo o impeachment do presidente da época, Fernando Collor. No entanto, a participação política por parte dos jovens no Brasil contemporâneo, está cada vez mais baixa, situação acarretada pela falta de incentivo das escolas para um bom ensinamento político e o baixo interesse da população mais nova do país.
Em primeiro lugar, o ensino das escolas que não visa o conteúdo de conteúdo a parte dos cobrados em provas, como acontecimentos atuais e educação política, contribui para tal problemática. Diante disso, para o poeta Bertolt Brecht, a pior categoria de analfabeto é aquele que não fala e nem participa de fatos cotidianos e recentes. Dessa forma, a escassez da inserção de letramentos políticos nas escolas, coopera para a baixa quantidade de jovens que participam das decisões públicas do país e passados dos problemas sociais.
Outrossim, o pequeno desejo da população mais nova em comparecer na busca de seus direitos e ajudar o país a atender à necessidade e interesses de uma maioria, favorece para uma pequena parcela de adolescentes que é envolvida no âmbito político. Nesse sentido, segundo Nick Couldry, sociólogo inglês, “a presença de todas as vozes importa para a criação de uma democracia verdadeira”. Entretanto, os mais novos não sentem anseio em questões públicas e, fomentando a nação em que deseja e os direitos de uma minoria.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de treinamento de professores, abordar de forma qualificada nas questões políticas políticas e sociais, a fim de aumentar a participação dos jovens na esfera política, formando pessoas sábias, aptas a escolher seus representantes e informações sobre seus direitos. Como efeito social, haverá grupos e jovens interessados em ações públicas como os “Caras Pintadas”.