A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 21/06/2021
De acordo com estatísticas do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o número de jovens eleitores entre 16 e 17 anos diminuiu consideravelmente do ano de 2016 para 2020, a porcentagem passou de 1,61% para 0,7%, essa grande diferença é resultado das mudanças no cenário da participação política do jovem no Brasil contemporâneo. Desse modo a diminuição dos jovens eleitores se dá pela ausência de aprofundamento do conhecimento político, bem como a mudança da forma de participação política jovem que provoca a invisibilidade perante os mais velhos.
Em primeira análise, o vago conhecimento do novato sobre política gera o desinteresse, ainda que informados a maioria dos jovens não tem um conhecimento aprofundado sobre o exercício da cidadania nem sobre políticas públicas, não conhecendo seus direitos. Desse modo surge o CIJoga (Caravana Internacional da Juventude), tem o objetivo de promover diálogos com jovens do ensino médio em escolas da periferia de Campo Grande/RJ, com propósito de transmitir conhecimento e estimular a participação política. O projeto situa esses jovens em relação a uma maneira de fazer política, encorajando-os a buscarem a participação ativa.
Em segunda análise, a mudança que ocorre na forma de participação da política, impacta na abertura para a atuação política do jovem. Em 1980, em plena ditadura militar, ocorre o movimento “Diretas Já” que levou muitos jovens até as ruas para exigir eleições diretas para a presidência da república, entretanto atualmente grande parte dos posicionamentos do jovem e suas responsabilidades sobre a política estão nas redes sociais o que ocasiona a invisibilidade perante os mais velhos, os quais julgam o jovem como desinteressado pela participação política.
Em conclusão, a desinformação política juvenil deve ser combatida, as escolas devem proporcionar essa informação, por meio de palestras e rodas de conversa, a fim de que o jovem busque a participação política, bem como proporcionaria um aumento no número de jovens eleitores. Ademais cabe a mídia divulgar o posicionamento do jovem para que haja abertura política, acarretando no aumento da participação política do jovem.