A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 02/08/2021

A importância da participação dos jovens é evidente quando analisamos, como a presença dos mesmos já mudou a política brasileira tantas vezes no passado em movimentos como nas “Diretas Já!” em 1984, no “Fora Collor” em 1992 e em 2013, pelo reajuste das tarifas do transporte público e melhoria dos serviços de saúde e educação. Diante disso, é preciso analisar o que afastou os jovens da política nos últimos anos e como engajá-los novamente para ajudar na formação de uma política melhor para todos.

Primeiramente, é preciso saber por que o jovem não tem interesse na política. Um estudo realizado pelo Ibope em São Paulo mostra que 67% das pessoas entre 16 e 24 anos na cidade não têm nenhuma vontade de participar da vida política do município. Isso ocorre, principalmente, por falta de incentivo para esses jovens, aulas como História, Filosofia e Sociologia que introduzem esse pensamento são expostas como “decoreba” e acabam se tornando desinteressantes para os jovens. De acordo com o político irlandês Edmund Burke, “Um povo que não conhece sua história, está condenado a repetí-la”. Diante disso, é perceptível que a escola deve ser um local de formação e desenvolvimento de caráter, os estudantes precisam de conhecimento sobre as matérias supracitadas para se tornarem verdadeiros cidadãos, críticos e conscientes.

Outrossim, alguns jovens são muito engajados em causas sociais, assinatura de abaixo-assinados, compartilhamento de notícias em redes sociais e em aplicativos de mensagens, discussões em redes sociais, como Twitter, são as formas mais comuns de fazer política pela nova geração. Ademais, esses são locais onde se é motivado a ter uma opinião e são locais com muitos adolescentes e por isso as ideias mais apoiadas são mais progressistas. Todavia, a realidade, principalmente no mundo político, é bem diferente, as ideias desses locais são conservadoras e algumas vezes até retrógradas. Dessa forma, o jovem acaba não se sentindo representado e se afastando desse meio, preferindo sua “bolha”. Dados do Instituto Data Popular dizem que mais de 63% dos jovens acham que o Brasil não está no caminho certo, o que só evidencia o exposto.

Portanto, para a participação do jovem na política, cabe ao Ministério da Educação reformular as disciplinas de cunho politico para maior engajamento do juventude e criar mais projetos como o “Câmara Mirin”, que é para estudantes do Ensino Fundamental se interessarem por política, e o “Parlamento Jovem”, que é para formação política de estudantes do ensino médio e superior. Dessa forma, poderá ser construido uma nova politica com ajuda jovem