A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 03/08/2021
Consoante ao postulado pelo sociólogo brasileiro Francisco de Oliveira, formado em 1992 na Universidade de São Paulo (USP), o Brasil é a simbiose entre o moderno e o arcaico, pois, apesar de progressos nas últimas décadas, ainda há obstáculos que impedem seu avanço. Dentre esses óbices, destaca-se a carência de importância dada a participação política do jovem na contemporaneidade, uma vez que eles vêm sendo desestimulados historicamente. À luz desse enfoque, torna-se fulcral ressaltar que essa perversa realidade tem raízes na inoperância do governo e na letargia sociocultural.
Diante desse cenário deletério, cabe salientar, precipuamente, a indiligência estatal acerca da participação governamental do jovem no espectro brasileiro. Nesse viés, consoante à concepção do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, algumas instituições, na pós-modernidade, configuram-se como “zumbis”, porquanto largaram suas respectivas incumbências sociais. Dentro dessa lógica, é possível observar que o Ministério da Cidadania tornou-se uma corporação zumbi, dado que não apresenta êxito perante as ações públicas. Isso é perceptível, lamentavelmente, não só pela escassez de campanhas de conscientização acerca da necessidade de inclusão política desde a tenra idade, mas também pelo pouco espaço destinado à formação cidadã nas escolas. Isto posto, infere-se que a ineficácia da máquina administrativa estatal inviabiliza ações concretas que resolvam o tema e cerceia a juventude brasileira a uma realidade de alienação e massificação sociocultural.
Além dessa mácula governamental, também é preocupante, no cerne da contemporaneidade, as origens e consequências da ignorância social quanto à corrupção no Brasil. De certo, mediante aos dogmas do filósofo espanhol Adolfo Vázquez, o aumento da frequência de um determinado evento fomenta, erroneamente, sua naturalização. Com efeito, é indubitável que, infelizmente, há uma verossimilhança entre essa teórica ação indiferente e a realidade, haja vista que os brasileiros banalizaram e normalizaram essa imoralidade dentro do governo, o que gerou frutos como o desestímulo aos jovens na participação política. À vista disso, depreende-se a grande importância da atitude do corpo social, pois, enquanto a sociedade for inerte, a corrupção desprezada e a falta de estímulos políticos aos jovens há de se perpetuar no Brasil.
Assim, devido às fundações da problemática, urge que o Ministério da Cidadania faça campanhas de conscientização acerca da importância dos jovens politicar, por meio de mídias de ampla abrangência, como blogs em redes sociais, a exemplo do Instagram e Facebook, a fim de fazer com que o corpo social deixe sua inércia. Outrossim, esse instituto deve levar essa campanha pra dentro das escolas, visando formar cidadãos não massificados. Espera-se, com isso, que o Brasil rume ao progresso.