A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/08/2021
Segundo o filósofo grego Aristóteles, o homem é um animal político, expressando-se conforme sua natureza. No entanto, não é isso que se percebe na contemporaneidade, na qual a população, principalmente jovem, se abstem da participação direta nesse meio, envolvenso-se apenas no meio virtual, e isso se dá devido à falta de incentivo. Dessa forma, entende-se que há a necessidade de mudar essa situação.
Diante desse cenário, a isenção da juventude para com a atividade política está atrelada a falta de estímulo. Ademais, embora o direito ao voto a partir dos 16 anos tenha sido conquistado em 1988, há a concepção de que essa é uma área inadequada para adolescentes, fato o qual impossibilita o debate político dentre eles. Além disso, ideias como a de “escola sem partidos” reforçam o seu desinteresse, devido à repreensão a diálogos acerca do assunto dentro das salas de aula, principal local frequentado por eles. Assim, vê-se que sua participação deve ser instigada tanto fora, quanto dentro do ambiente escolar.
Ademais, a única forma de participação deles ainda se vê limitada ao engajamento virtual, não sendo efetivada nas urnas. A história brasileira é marcada por movimentos liderados pela juventude, como a passeata dos 100 mil, na qual se reivindicava pelo fim da ditadura militar, no entanto, a era da internet os leva a diferentes protestos, os quais ocorrem por meio de tags e publicações em suas redes sociais. Por conseguinte, mesmo com discursos contundentes, estes se vêem longe da prática. Em suma, os jovens da contemporaneidade encontraram novas formas de participarem politicamente, porém devido a falta de estímulo para a participação direta, suas vontades não são atendidas.
Dessa forma, cabe a maiores instâncias, como o Ministério da Educação, por meio de campanhas e incentivos nas escolas, e as mídias sociais, por meio de hashtags e demais ferramentas, instiguem a juventude a participarem de debates políticos e a votarem em épocas de eleição, para que desta maneira, sua participação volte a ser expressiva, fazendo com que o homem se torne novamente um animal político, assim como afirmou Aristóteles.