A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 14/08/2021

A ativista paquistanesa, e ganhadora mais jovem do prêmio Nobel da paz, Malala Yousafzai, afirma que “uma criança, um professor, um livro e um lápis podem mudar o mundo”. Outrossim, a educação apresenta grande relevância para participação efetiva do indivíduo na sociedade – atuando na política -, conforme defendeu o filósofo grego, Aristóteles, no livro “A política”. Contudo, observa-se no período nupérrino, falta de conhecimento de uma parcela da população nesse âmbito, em especial, os jovens brasileiros.

De início, ressalta-se, de acordo com dados do TSE – Tribunal Superior Eleitoral - , o percentual de abstenção nas eleições de 2020 logrou acréscimo, sobretudo, entre jovens e idosos. Em síntese, verifica-se uma parcela considerável da população jovem que apresenta um distanciamento da política, principalmente, por não sentirem representados efetivamente. Evidenciando assim, uma falta de conhecimento acerga dos seus direitos legais, uma vez que, para mudar a situação política, uma das forma mais efetivas seria pela votação popular.

Além disso, devido a falta de conhecimento, os cidadãos podem ser suscetíveis a defluência de “Fake News”. Nessa perspectiva, o italiano Giuliano Da Empoli, expõe na sua obra, “Os Engenheiros do Caos”, como os cientistas estão utilizando os algoritmos da internet para decidir o discurso político mais eficaz, e dessa forma, manipular os eleitores. Perante o exposto, a manipulação pode ser mais efetiva na parcela da população que frequentemente utiliza as mídias sociais, ou seja, os jovens.

Diante do exposto, é notória a importância da educação política para os jovens. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio do programa Política na Escola, deve tornar obrigatória a disciplina de política no ensino fundamental e médio, contando com assuntos referentes ao perigo da alienação em mídias sociais. Além disso, mediante o programa Jovem na Política, o TSE, deve incentivar a participação de jovens nesse meio, através de campanhas publicitarias. Dessa forma, o corpo social pode apresentar cidadãos com a efetivação dos seus direitos civis, conforme defendido por Aristóteles.