A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 26/08/2021
A década de 1960 foi marcada pelas mobilizações sociais da juventude daquele período.Nesse contexto, tais movimentos caracterizavam-se por uma forte aspiração pela transformação política e social da ordem vigente.Sob esse viés, embora tal movimento tenha ficado no passado, ele demonstra a capacidade que as novas gerações possuem de quebrar paradigmas existentes em determinada época. Contudo, o entendimento dessa realidade pelos atuais jovens brasileiros parece estar cada vez mais distante, uma vez que é crescente o desinteresse pela participação política nesse grupo, ocasionando a manutenção de um cenário político, econômico e social negativo no país. Nesse contexto, convém analisar as principais causas e consequências dessa nefasta situação.
Em primeiro plano, deve-se destacar que a falta de investimentos públicos na conscientização dos direitos constitucionais à nova juventude é a principal raiz do desinteresse desta pela política.Nessa perspectiva, segundo dados de 2019 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mais de 70% dos direitos de 16 e 17 anos optaram por não votar nas últimas 3 eleições presidenciais.Dessa forma, tal quadro evidencia a falta de compreensão da importância de um dos principais elementos de consolidação da Democracia: o voto. Nesse sentido, essa infeliz conjuntura se faz presente devido a ausência de estímulos dentro das escolas que promovam o reconhecimento dos direitos civis, políticos e sociais.
Conseqüentemente, esse panorama garante o aumento do distanciamento das estruturas de poder que influenciam diretamente a vida de todos os indivíduos.Sob essa ótica, segundo o filósofo Jurgen Habermas, os cidadãos precisam questionar e mudar as tradições políticas por meio da participação na esfera pública, pois isso garante que o Estado atenda efetivamente as demandas de uma nação, cumprindo com os direitos presentes em sua magna carta. Assim, quando as novas gerações não se envolvem nesse eixo, é a sua própria cidadania que está sendo ameaçada, algo que impactará negativamente o seu próprio futuro e o das próximas gerações.
Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar essa triste circunstância.Nessa lógica, o Ministério da Educação, por meio da contratação de profissionais especializados no Direito, deve promover palestras dentro das escolas que ensinem os principais direitos previstos na Constituição federal brasileira a todos os alunos do ensino fundamental e médio.Além disso, elas devem mostrar os principais conceitos da política, a fim de que os jovens compreendam o papel da cidadania para a transformação da realidade brasileira.