A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 09/09/2021
Na Grécia Antiga, a participação política era o exercício da cidadania, o que se assemelha à democracia atual do Brasil, a qual necessita do envolvimento politico de seus cidadãos para o seu bom funcionamento. Ou seja, é urgente que desafios como o individualismo e a falta de instrução de alguns adolescentes sejam resolvidos, para maior envolvimento desse grupo etário com o Estado.
Diante disso, a mobilização individual performativa ou pouco assertiva não possibilita mudanças efetivas. Com isso, a geração mais nova tem uma visão ingênua que individualmente terão impacto similar a um movimento coletivo de milhares de pessoas, fato é que, assim como os operários, eles só se livrarão da opressão ou transformarão a sociedade se unindo, como afirmava Karl Marx. Por mais que essa parcela da população se orgulhe de suas ações individuais, em longo prazo, o efeito delas é mínimo. Logo, essa mentalidade imediatista e que foca somente em si mesmo precisa ser substituída pela consciência que a mobilização pública é mais poderosa politicamente.
Ademais, se os futuros adultos não forem ensinados sobre política, seu conhecimento sobre o assunto continuará limitado, assim como a sua influência no cenário público. De acordo com a “Pedagogia do oprimido” de Paulo Freire, a falta de criticismo torna os indivíduos facilmente manipuláveis pela elite que visa permanecer no poder. Então, no cenário contemporâneo, os jovens brasileiros precisam ser educados politicamente para serem capazes de intervirem em problemas sociais e lutarem pelos seus direitos. Somente assim, a participação política brasileira será ampla, diversificada e capaz de projetar mudanças benéficas para as gerações futuras.
Portanto, para inserção dos mais jovens na política, a escola deve, a partir do sexto ano, introduzir mais discussões sobre o cenário político brasileiro, nas matérias de ciências humanas, por meio de trabalhos, simulações ou rodas de debates sobre acontecimentos atuais. Tendo isso em vista, as gerações mais novas, desde sua formação, entenderão os mecanismos da sociedade e terão o conhecimento para utilizá-los da maneira que eles julgarem melhor. Por fim, os jovens compreenderão a importância da atividade política e, consequentemente, da mobilização coletiva.