A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 27/10/2021
Em 1992, surgiu o movimento “Caras Pintadas”, uma manifestação de um público predominantemente jovem com o objetivo do impeachment de Fernando Collor. Analogamente, a juventude contemporânea exerce um grande papel de importância na política, ainda assim, é notório que a participação dos jovens está cada vez mais escassa. Diante dessa perspectiva percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da negligência governamental e da base educacional deficitária.
Em primeiro plano é preciso atentar para a omissão do governo presente na questão. Segundo Friedrich Hegel, é dever do Estado proteger os seus filhos. Nesse sentido, a falta de investimentos em políticas públicas e o aumento das corrupções por parte dos governantes causa um maior desinteresse dos jovens na atuação da administração do Estado. Nessa perspectiva, com o acréscimo significativo desses descasos com a sociedade, crescem nos juvenis um sentimento de nação perdida. Logo, o Estado em vez de promover soluções para atenuar o problema, contribui para sua solidificação.
Além disso, cabe ressaltar que a educação deficitária é um forte empecilho para a resolução do problema. Para Kant, o ser humano é o que a educação faz dele. De acordo com essa perspectiva, é notório que se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Nesse sentido, a escola, principal agente de transformação social, não aborda nas salas de aula temas sobre a importância de uma participação política dos jovens para o futuro de um país. Assim, sem a presença da atuação educacional para o incentivo da inserção dos menores na política, o problema persiste.
Portanto, é necessário medidas para a resolução do problema. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal-liderança máxima de uma nação-, por intermédio de investimentos nos diversos setores públicos, contribuir para o desenvolvimento de um país democratico, igualitário e menos corrupto, com destaque em incentivos para o público mais jovem, investindo principalmente na educação, a fim de estimular a participação dos jovens na política. Outrossim, cabe às escolas, promover palestras sobre a importância da participação dos alunos para transformar uma sociedade, ensinando como solicitar o título eleitoral a partir dos 16 anos, a fim de contribuir para a inserção dos jovens na política. Somente assim será possível reverter o quadro e, ademais, garantir que os jovens tenham interesse na política como no movimento Caras Pintadas.