A participação política do jovem no Brasil contemporâneo

Enviada em 28/10/2021

O documetário ‘‘Democracia em vertigem’’ retrata sobre a ascensão e a queda do governo Lula e Dilma Rousseff como presidentes do Brasil. Dessa maneira, a narrativa revela a polarização da sociedade durante o impeachment da ex-presidente Rousseff, inclusive entre os jovens. Sendo assim, observa- se uma ativa participação dos jovens na política, todavia, as informações ainda não são democratizadas o que dificulta a participação de todos e a falta de estímulos a debates.

Em primeiro lugar, é importante destacar que veículos de mídia informam sobre política com uma línguagem com termos técnicos e formais. De acordo com estudante de Ciências Sociais Thiago Torres, conhecido com ‘‘Chavoso da USP’’ em seu canal no youtube, é necessário democratizar o acesso a política, isto é, torná-la acessível a todos e sabendo que ela impacta o cotidiano, usá-la como instrumento. Da mesma maneira, utilizar a línguagem do público-alvo, como Thiago Torres aplica em seu canal. Assim, é urgente alterar a abordagem de propagação de informação.

Ademais, é inexistente uma matéria curricular voltada a política e também é escasso o estímulo a debates em escolas. Segundo o filósofo Immanuel Kant, ‘‘O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele’’, comprova- se imprescindível que a escola seja a primeira a estimular a participação do jovem na política e para isso é preciso desenvolver a capacidade de debater pontos de concordâncias ou de afastamentos. Logo, para obter a participação do jovem na política é preciso estimular em ambientes escolares desde cedo.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Dessa forma, urge que o Ministério da Educação ofereça na grade curricular a matéria sobre política e debates, por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele deve constar a capacitação de professores com cursos especializados, a fim de estimular a participação dos jovens na política.