A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 17/11/2021
Os jovens brasileiros, hoje, estão providos das redes sociais, armas rápidas e eficientes de manifestação e mobilização popular. No entanto, estão desprovidos de uma educação de qualidade, o que representa um entrave no exercício de sua cidadania e participação política. Assim, resta esmiuçar a problemática e propor medidas capazes de resolvê-la.
Inicialmente, é necessário destacar que os jovens brasileiros são prejudicados em seu ativismo político, sobretudo pela crise educacional, que incapacita as escolas de formar cidadãos críticos e cooperativos, alienando o jovem de sua própria realidade, o que dificulta sua resposta organizada e contundente. Sob esta ótica, Paulo Freire defende que a educação libertadora - pedagogia que visa o aprendizado ativo - tende a formar jovens que atuam como transformadores sociais, agindo ativamente em suas comunidades e país.
Ademais, advinda da má instrução, parte dos jovens desconhecem as funções do Estado Brasileiro e suas instituições, o que, aliado ao não exercício da cidadania, gera um sentimento de não pertencimento. Esta sensação fica suscetível a cooptação por movimentos populistas não democráticos, como os ataques dirigidos ao STF (Supremo Tribunal Federal) em 2020 e 2021, que em longo prazo, além de enfraquecer o país, afasta, ainda mais, o jovem da participação política.
Portanto, a fim de tornar o jovem um cidadão e participante da política, o Ministério da Educação, deverá oferecer aulas semanais nas escolas - do fundamental 1 ao ensino médio - com professores especializados em política e Estado, para que o jovem seja crítico e capaz de se articular politicamente. Logo, espera-se ter uma sociedade mais estável e melhor, já que participação política, gera transformações.