A participação política do jovem no Brasil contemporâneo
Enviada em 18/11/2021
A teoria do caos, de Edward Lorenz, afirma que um simples bater de asas de uma borboleta no Brasil pode ocasionar um terremoto no Texas, afirmando que as pequenas mudanças são o início das grandes transformações. De maneira análoga a isso, ações são necessárias para ascender a participação política na juventude brasileira. Desse modo, a modernização educacional e a ascensão das mídias sociais no âmbito eleitoral são o princípio para a metamorfose.
Em primeira análise, é notório a estagnação da educação no Brasil. Nesse viés, o plano de metas, desenvolvido pelo ex-presidente Juscelino Kubtscheck, foi de extrema importância para a modernização de diversos setores, como a energia e o transporte, no entanto a educação foi negligenciada. Destarte, a carência de um ensino político cria uma barreira entre os jovens e os movimentos de participação na luta pelos direitos da cidadania. Por consequência, observa-se a baixa adesão da juventude no âmbito eleitoral e nas manifestações, gerados pela falta de conhecimento dos mecanismos que podem transformar o atual cenário, circundado pela corrupção e pelo silenciamento da população. Assim, torna-se fulcral modernizar a matriz escolar brasileira.
Outrossim, é evidente a necessidade de enraizar os direitos da cidadania na sociedade atual. Segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, a democracia é inerente ao ser humano de modo que uma vontade geral deve ser aplicada a todos igualitariamente. Nesse viés, acentua-se a participação política dos jovens como um veículo para a transformação do futuro da nação, tendo em vista que esse público representa grande parte dos votos eleitorais. Por conseguinte, para que a vontade geral seja consolidada é necessário o conhecimento dos direitos e deveres do cidadão, papel esse que pode ser democratizado pela mídia. Decerto, a participação política da juventude brasileira é essencial para a ascensão da democracia representativa no Brasil.
Em suma, medidas são necessárias para transformar o atual cenário político. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com as mídias sociais, deve modernizar a matriz educacional brasileira, inserindo a valorização da política, por meio de aulas teatrais ao público infantojuvenil, debates em rodas de conversa aos jovens e adolescentes, além de campanhas midiáticas que ascendam o desejo de participação nos movimentos pela luta dos direitos sociais. Dessa forma, poderão ser formados cidadãos conscientes e capazes de modificar o futuro da política por meio do voto e pela igualdade democrática.